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Pão de Açúcar e Carrefour: Mega Fusão Imprimir E-mail
11 de julho de 2011

Jorge Jose Elias

 

Em termos econômicos fusão é a união de duas ou mais empresas, formando uma única grande empresa e o controle administrativo geralmente é da maior delas. Na literatura econômica existem dois tipos de fusões, a horizontal e a vertical. A fusão horizontal é ocorre quando duas empresas que produzem e comercializam o mesmo produto no mercado. Por exemplo, refrigerante. Já a fusão vertical ocorre quando duas empresas que produzem e comercializam produtos que pertencem a diferentes etapas do processo produtivo. Por exemplo, quando uma empresa que produz sapatos se funde com outra que produz o couro.

Segundo notas divulgadas na mídia no final de junho de 2011 (jornais, periódicos e internet) poderá ocorrer uma possível união dos grupos Carrefour e Pão de Açúcar, portanto uma fusão do tipo horizontal. O grupo da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), holding que detém as lojas do Pão de Açúcar, Compre Bem e Extra anunciou proposta de fusão no Brasil com o grupo francês Carrefour. O Casino (francês) é sócio do Pão de Açúcar desde 1999, quando entrou no capital da varejista brasileira para salvá-la da bancarrota. A empresa resultante da junção das operações das empresas no Brasil vai responder por 27% do mercado varejista formal no Brasil.

Se de fato a fusão se concretizar ocorrerá uma forte concentração no setor de supermercados no Brasil. O que isso significa? Temos que analisar a fusão sob dois aspectos. Do ponto de vista das empresas ocorrerá uma sinergia comercial, logística, operacional e administrativa com a combinação das operações, há a possibilidade ainda de ganho de eficiência, e a redução de custos. Argumentam ainda que a nova empresa resultante da fusão abriria uma porta importantíssima para a exportação de produtos brasileiros no exterior. De outro lado temos os possíveis prejudicados: 1º os consumidores, pois ninguém garante que a redução de custos resultantes da concentração de mercado (fusão) seria repassada aos preços menores para os consumidores. 2º Os fornecedores perderiam força nas negociações com o "gigante" do varejo que resultaria dessa união (Vale lembrar as 5 forças competitivas de Porter). A concentração no setor varejista inibiria também o poder de barganha da indústria e de produtores de alimentos. O negócio também causa apreensão aos sindicatos por conta de demissões nas áreas de sobreposição de lojas.

Resumo da ópera: a fusão pode trazer impactos negativos para fornecedores, consumidores, funcionários e para a própria concorrência em geral. O fornecedor seria "forçado" a reduzir o preço dos produtos, mas a empresa pode não repassar para o preço final, aumentando sua margem de lucro ao invés de beneficiar o consumidor com preços menores. A experiência de fusões anteriores tem mostrado que as margens de lucros das novas empresas resultantes de fusões são maiores que o percentual de corte nos preços finais aos consumidores. Quando o grau de concentração (que é uma tendência mundial) do setor aumenta, diminui a competição por preços e os consumidores saem prejudicados.

Outro aspecto que chama a atenção nesse processo de fusão refere-se à participação de um banco público no financiamento do negócio. O BNDES entraria na operação, entre empresas privadas, com cerca de R$ 4 bilhões para viabilizar a fusão. Um banco tão importante para o desenvolvimento do país usado para locupletar de vantagens grandes grupos privados. A rede Casino, concorrente do Carrefour na França se manifestou contra a fusão, seria a mesma coisa de querer tentar uma fusão entre os clubes do Palmeiras e do Corinthians (extremamente difícil). É um duelo de titãs.

A concretização do negócio ainda vai longe, pois a proposta será apresentada primeiro aos acionistas, depois disso, se aprovado, o negócio estará sujeito ainda à avaliação e aprovação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão que fiscaliza e regula a concorrência no Brasil. Com absoluta certeza o CADE analisará o caso com acuidade, pois a concentração de mercado se dará em um setor vital para o dia a dia dos consumidores. Caso se concretize a fusão o CADE poderá determinar a venda de algumas lojas em regiões onde a concentração supera o permitido pela legislação entre outras medidas para proteger o consumidor e a concorrência. O problema é que o CADE age com muita letargia. Até agora ainda não julgou definitivamente o caso da fusão Sadia-Perdigão.







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