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INVESTIMENTOS NA ECONOMIA Imprimir E-mail
29 de julho de 2010
Em ano eleitoral investimentos do governo Lula na economia atingem nos últimos doze meses 42 bilhões de reais, o que corresponde a 1,25% do PIB – Produto Interno Bruto.
Investimentos na economia podem ser vistos sob dois aspectos. Pela ótica econômica investimentos são gastos destinados a ampliar a infraestrutura e a capacidade de produzir bens e serviços para empresas e consumidores. Do ponto de vista político, são obras e inaugurações em habitação, saneamento, rodovias, ferrovias, hospitais e escolas. Os números são bons, pois nas cinco eleições presidenciais anteriores as taxas de investimentos foram inferiores a 1% do PIB. Em 1989 na transição do governo Sarney para o governo Collor os investimentos do governo foram 0,68% do PIB; em 1994 na transição do governo Itamar para FHC – Fernando Henrique Cardoso, 1,10%; em 1998 de FHC para FHC, 0,87%; Em 2002 de FHC para Lula, 0,95% e em 2006 de Lula para o próprio Lula, 0,74%.
A maior parcela dos gastos vem de abertura, ampliação e conservação de rodovias, obras de saneamento básico e de urbanização de favelas, além do acordo com a França para a construção de quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. Esta estratégia é boa porque o governo decidiu conter os gastos com custeio para abrir mais as torneiras dos investimentos. Na tabela a seguir podemos averiguar quem está puxando os investimentos.

TIPO DE INVESTIMENTO
1º SEMESTRE 2009
(em R$ milhões)
2º SEMESTRE 2010
(em R$ milhões)
AUMENTO EM RELAÇÃO A 2009
Transporte Rodoviário
2.414,5
4.053,9
  67,9%
Defesa Naval
   202,9
1.285,9
533,8%
Saneamento Básico
   731,5
1.201,1
  64,2%
Infraestrutura Urbana
   684,9
1.162,8
  69,8%
Recursos hídricos
   395,7
   882,6
 123,0%
Ensino superior
   452,1
   765,2
   69,3%
Defesa aérea
   602,3
   719,9
   19,5%
Assistência hospitalar e a ambulatorial
   398,3
   712,9
   79,0%
Transporte ferroviário
   382,2
   676,3
   76,9%
Outros
5.647,2
7.207,1
   56,7%
FONTE: Jornal Folha de São Paulo, p. A4 de 04/07/2010.

Os gastos vinham gradualmente aumentando desde o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, concebido como prioridade do governo Lula e bandeira da candidata Dilma Rousseff. Independente da questão eleitoral isso é bom para o país, pois investimento não faz mal a ninguém, principalmente investimento gerador de emprego e renda e em infraestrutura.








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