Em ano eleitoral investimentos do governo Lula na economia atingem nos últimos doze meses 42 bilhões de reais, o que corresponde a 1,25% do PIB – Produto Interno Bruto. Investimentos na economia podem ser vistos sob dois aspectos. Pela ótica econômica investimentos são gastos destinados a ampliar a infraestrutura e a capacidade de produzir bens e serviços para empresas e consumidores. Do ponto de vista político, são obras e inaugurações em habitação, saneamento, rodovias, ferrovias, hospitais e escolas. Os números são bons, pois nas cinco eleições presidenciais anteriores as taxas de investimentos foram inferiores a 1% do PIB. Em 1989 na transição do governo Sarney para o governo Collor os investimentos do governo foram 0,68% do PIB; em 1994 na transição do governo Itamar para FHC – Fernando Henrique Cardoso, 1,10%; em 1998 de FHC para FHC, 0,87%; Em 2002 de FHC para Lula, 0,95% e em 2006 de Lula para o próprio Lula, 0,74%. A maior parcela dos gastos vem de abertura, ampliação e conservação de rodovias, obras de saneamento básico e de urbanização de favelas, além do acordo com a França para a construção de quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. Esta estratégia é boa porque o governo decidiu conter os gastos com custeio para abrir mais as torneiras dos investimentos. Na tabela a seguir podemos averiguar quem está puxando os investimentos. TIPO DE INVESTIMENTO
| 1º SEMESTRE 2009 (em R$ milhões)
| 2º SEMESTRE 2010 (em R$ milhões)
| AUMENTO EM RELAÇÃO A 2009
| Transporte Rodoviário
| 2.414,5
| 4.053,9
| 67,9%
| Defesa Naval
| 202,9
| 1.285,9
| 533,8%
| Saneamento Básico
| 731,5
| 1.201,1
| 64,2%
| Infraestrutura Urbana
| 684,9
| 1.162,8
| 69,8%
| Recursos hídricos
| 395,7
| 882,6
| 123,0%
| Ensino superior
| 452,1
| 765,2
| 69,3%
| Defesa aérea
| 602,3
| 719,9
| 19,5%
| Assistência hospitalar e a ambulatorial
| 398,3
| 712,9
| 79,0%
| Transporte ferroviário
| 382,2
| 676,3
| 76,9%
| Outros
| 5.647,2
| 7.207,1
| 56,7%
| FONTE: Jornal Folha de São Paulo, p. A4 de 04/07/2010.
Os gastos vinham gradualmente aumentando desde o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, concebido como prioridade do governo Lula e bandeira da candidata Dilma Rousseff. Independente da questão eleitoral isso é bom para o país, pois investimento não faz mal a ninguém, principalmente investimento gerador de emprego e renda e em infraestrutura.
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