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Rock Station no show do Metallica Imprimir E-mail
02 de fevereiro de 2010


Por Renato Alves

Sábado, 30 de janeiro de 2010, um dia que entra para a história do Programa Rock Station, do Heavy Metal brasileiro e da vida de milhares de pessoas que estiveram neste espetáculo.
 Abaixo os relatos desta saga quase indescritível.
Só para situar: “Metallica = banda de Heavy Metal, nascida na Califórnia, USA, no início dos anos 80. Formada atualmente por Lars Ulrich, James Hetfield, Kirk Hammet e Robert Trujillo”. E para entender o contexto destas linhas, é necessário saber que o autor do texto é fã da banda em questão há pelo menos 20 anos.
Na sexta-feira eu já estava pronto e ansioso para ir ao show, contei os dias desde a data de confirmação da turnê, esperava já há algum tempo para fechar o ciclo de “bandas que eu teria que assistir antes de morrer”, e só faltava mesmo o Metallica.
Isso quase aconteceu em 1999, mas não havia condições financeiras naquela ocasião que me permitissem ir ao show, e em 2003, não fosse o famoso cancelamento ocorrido devido aos problemas enfrentados pela banda naquela época.
Achei que a oportunidade não viria, mas o dia chegou, e pra completar, no mês de comemoração dos 5 anos no ar, o programa Rock Station foi convidado para a entrevista coletiva que a banda daria no próprio estádio do Morumbi horas antes do show.
Chegando lá, fui procurar o portão de entrada para aguardar o horário da entrevista, ao entrar, aproveitei para dar uma espiada nos corredores do estádio do Morumbi.
Em seguida fui para o salão nobre, onde os caras do Metallica concederiam a entrevista de meia hora e ainda receberiam o disco de ouro pelas vendagens do álbum “Death Magnetic” e o disco de platina pelas vendagens do DVD “Orgulho, Paixão E Glória”, gravado no México em 2009 e recentemente lançado no Brasil.
A espera foi longa, a entrevista começou com um atraso de aproximadamente 40 minutos, mas este tempo de espera valeu para que eu pudesse relaxar e pensar mais um pouco em tudo o que estava acontecendo, deu até para conhecer e fazer amigos por lá, como foi o caso do jornalista Flávio Leonel, da Agencia Estado e esposa, pessoas da mais alta qualidade.
Enfim, quando o Metallica entrou no salão nobre, foi uma confusão de fotógrafos que se aproximavam tanto da banda para registrar o momento, que acabou causando um mal estar junto aos cinegrafistas das emissoras de TV lá presentes e posicionados ao fundo.
Acalmados os ânimos, vieram as perguntas, tão mornas quanto às respostas:
Responderam sobre as expectativas para os shows, exaltando a paixão do público brasileiro e a energia.
Em seguida, sobre as características dos baixistas que passaram pela banda, em uma análise feita pelo guitarrista Kirk Hammet, que citou as habilidades do saudoso Cliff Burton ao solar com seu baixo, citou as características de um baixista tradicional do ex companheiro Jason Newsted e a técnica apurada do atual baixista Robert Trujillo. Também falaram sobre as lembranças das praias cariocas, visitadas durante as turnês anteriores do Metallica no Brasil, e foram abordadas questões sobre a sonoridade da banda em suas diferentes fases, a troca constante do set list dos shows da atual turnê e quando parecia que a entrevista ia decolar, o tempo acabou. Colocando um fim a este primeiro capítulo da nossa aventura.
Veja um trecho da entrevista gravado pela câmera do Rock Station clicando neste link: http://www.youtube.com/watch?v=26xIFhhTQ-8

Em resumo, foi uma entrevista curta, mas para este colunista que vos escreve, foi uma experiência sensacional poder acompanhar este momento, em um lugar onde milhares de pessoas gostariam de estar naquele momento e o melhor ainda estava por vir.
Após a entrevista, fui conhecer a “sala de imprensa”, uma simpática tenda montada no corredor do Morumbi, para que os jornalistas, repórteres e cinegrafistas pudessem revitalizar as suas energias e mandar as notícias para que suas e redações publicarem instantaneamente.
A missão de esquentar o público para o grande show da noite ficou a cargo da maior banda de Metal do Brasil, o Sepultura, que comemora seu 25º aniversário este ano, e com perdão da palavra “arregaçou” no palco. Sempre é bom o Sepultura pra relaxar e quebrar o gelo.
Com um set misturando músicas do ultimo disco “A-Lex” e clássicos da banda como “Inner Self” (minha preferida), “Roots Bloddy Roots”, “Dead Embrionic Cells”, “Arise”, “Territory”, “Refuse/Resist” e “Troops of Doom”, o Sepultura saiu do palco ovacionado pela platéia, que reconheceu a grande competência da banda ao vivo e certificou a atitude mais do que acertada da produção do evento em escalar o Sepultura para abrir para o Metallica.
Falando neles, o Metallica iniciou seu espetáculo de “Heavy Heavy Metal” (sim, duas vezes Heavy), quando relógio marcava 21h37min minutos, pelo menos o meu marcava isso.
A primeira tijolada foi “Creeping Death”, e a qualidade do áudio que saia das caixas de som era perfeita. Ao menos onde eu estava.
Logo depois, mais 4 clássicos, com destaque para a maravilhosa “The Four Horsemen”, uma música do primeiro disco do Metallica, que explica como eles conseguiram êxito já no seu disco de estréia.
O set foi então direcionado ao disco “Death Magnetic”, com três das suas músicas sendo tocadas na seqüência, “That Was Just Your Life”, “The End Of The Line”, “The Day That Never Comes”, primeiro single do álbum.
Depois do “merchan” do disco novo, voltamos a mais uma das preferidas do povão, “Sad But True”, dedicada por James, aos amigos do Sepultura e ao povo brasileiro que gosta de peso. Ele falava sério quando mencionou o peso. Absurdo.
“Broken, Beat And Scarred”, também do “Death Magnetic” foi a que melhor funcionou ao vivo em se tratando das novas, graças ao seu refrão e seu riff grudentos. As outrs são boas também, mas essa é pra acabar.
As cinco últimas antes do bis foram pra deixar qualquer um sem condições de trabalhar no dia seguinte, se fosse o caso, é lógico, “One”, “Master Of Puppets”, “Blackened”, “Nothing Else Matters” e “Enter Sandman”, encerraram a parte normal do show, antes do tradicional bis não espontâneo que todas as bandas fazem, e que neste show foi recheado com “Stone Cold Crazy”, do Queen, “Motorbreath” (surpresa total) e “Seek and Destroy”, com os refletores do estádio acesos, dando um efeito muito legal em relação à participação da platéia, que aparecia espremida na grade em imagens no telão. Tá aí uma coisa muito legal nesse show, as projeções no telão, a edição e seleção das imagens estava perfeita, detalhando os solos e não perdendo imagens dos músicos mesmo quando estes estavam nas rampas laterais do palco.
Enfim, é difícil fazer uma análise imparcial deste show, por motivos que já citei no início da matéria. Muitos outros sites, portais, blogs, fóruns e comunidades já publicaram suas opiniões sobre os dois shows realizados no Morumbi, e todas as críticas são absolutamente positivas. E a minha opinião não é diferente. Apenas não consegui expressar em palavras o que aconteceu comigo nesse dia.
O que eu posso dizer é que, espero que o Metallica continue do jeito que está, pois ao vivo, esta em sua melhor fase, e o último disco foi uma agradável surpresa para os fãs, e tomara também que não demore mais 11 anos pra que outro show deles aconteça no Brasil, para que possamos receber mais uma vez todas estas belas canções em nossos ouvidos e ficarmos com eles zumbindo por três dias e ainda assim podermos estampar um sorriso na cara por uma semana.


Set List 30/01/2010:
Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
The Four Horsemen
Harvester Of Sorrow
Fade To Black
That Was Just Your Life
The End Of The Line
The Day That Never Comes
Sad But True
Broken, Beat and Scarred
One
Master Of Puppets
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman
- - - - - - - -
Stone Cold Crazy
Motorbreath
Seek and Destroy

“Nós nos baseamos em como estamos nos sentindo, no que tocamos pela última vez na mesma cidade, no que tocamos no show logo antes daquele, no alinhamento das estrelas e na direção do vento” – Lars Ulrich, sobre as mudanças do set list a cada show durante esta turnê.

Agradecimentos: CIE Brasil, Universal Music e Editor - Edison Paes de Melo (assessoria de imprensa).

Renato Alves
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Apresentação e Produção: Renato Alves e Adriana Bueno







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