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BENS COMPLEMENTARES, BENS SUBSTITUTOS E BENS INDEPENDENTES Imprimir E-mail
09 de novembro de 2009

Por Jorge José Elias

Tudo aquilo que tem utilidade e satisfaz uma necessidade ou supre uma carência é conceituado como bem. A ciência econômica classifica os bens em bens econômicos e bens livres. Os bens econômicos são aqueles que demandam trabalho humano e são relativamente escassos. O ar que respiramos é um bem livre, já a caneta, o papel o minério de ferro são exemplos de bens econômicos. Os bens econômicos podem ser classificados por sua natureza, por sua função na produção e por suas relações com outros bens.

            Nesta semana iremos falar de três tipos de bens: complementares, substitutos e independentes. Complementares são os bens que aumentando-se o preço de um deles ocorre uma diminuição na demanda do outro. Em geral são os bens econômicos que devem ser combinados para satisfazer uma necessidade. Exemplos de bens complementares são: o café e o açúcar, o automóvel e a gasolina, a eletricidade e a lâmpada elétrica. Do ponto de vista mercadológico, os bens complementares apresentam certas particularidades porque a comercialização de cada um está associada à do outro: quando ocorre, por exemplo, uma queda significativa na demanda dos veículos, é de se esperar uma queda correspondente na demanda de combustíveis.

            Quando vamos ao supermercado fazer uma compra, ela nos ensina bastante sobre economia. Se o preço do café sobe, a tendência da população é comprar menos açúcar. Se o leite fica mais caro a tendência é redução do consumo e por conseqüência corta-se também o achocolotado.

            Um produtor de automóvel pode estranhar a redução repentina no consumo de seu produto. Ele terá que prestar atenção sempre ao mercado de combustíveis. Depois da chegada dos carros Flex (álcool ou gasolina) os carros a gasolina tiveram sua demanda diminuída. Igualmente com o produtor de achocolatado deverá sempre prestar atenção no mercado de leite.

            Os bens substitutos (também considerados concorrentes) são aqueles que ao aumentar o preço de um ocorre um aumento na demanda do outro. Exemplo: carne de porco e carne de vaca, carne de frango e peixe, manteiga e margarina.

            Quando temos a noticia de que aumentou o preço da carne de vaca, a tendência da população é substituir por carne de frango, peixe ou porco, aumentando assim a demanda desses últimos em detrimento da diminuição da demanda do primeiro.

            Os bens independentes são aqueles que aumentado ou diminuindo o preço de um não afeta em nada a demanda do outro. Exemplo: óculos e cimento, lápis e tijolo.

            Em termos de conseqüências econômicas, o conceito de bens substitutos é importante para os economistas e empresários, pois permite a previsão do comportamento do consumidor frente a alterações no mercado.






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