| Renato Alves traz a cobertura do show de Ozzy Osbourne em São Paulo, no dia 05
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Ultimamente Ozzy tem sido um alvo em potencial dos críticos, especializados ou não, que não cansam de especular sobre o fim de sua carreira, questionar sua resistência em shows e sua insistência no Heavy Metal e decreta-lo como morto no meio musical.
Então o que vimos neste show não era o verdadeiro Ozzy? E aqueles rostos de mais de 35 mil pessoas saindo do Parque Antártica satisfeitíssimos com o que haviam acabado de ver, eram falsos? Creio que não.
Ozzy Osbourne se tornou um ícone no meio Heavy Metal, muito antes de sua projeção em um programa de televisão, que também o tornou um ícone também da cultura pop mundial.
Mais uma vez o Rock Station marcou presença e cobriu este show internacional, que ainda tinha escalados o Black Label Society e também o Korn.

Depois de alguns imprevistos e
contratempos em nossa excursão, consegui entrar no estádio com a apresentação do
Black Label Society no final, mais precisamente na penúltima música, e mesmo
pelo pouco que acompanhei, deu pra perceber, pelas reações do público, que foi
um grande show, principalmente pelo virtuosismo do guitarrista Zakk Wylde, que
tem na banda a incumbência de cantar, tocar compor e ser a figura central da
banda, devido sua notoriedade como guitarrista da banda do Ozzy desde o disco
“No Resto For The Wicked” de 1988. Zakk veio acompanhado em sua banda por Nick
Catanese (guitarra), John DeServio (baixo) e Craig Nunenmacher
(bateria).

Em seguida, veio o Korn, destaque como um dos pioneiros do que é chamado New Metal (Nu Metal).
Liderados pelo vocalista Jonathan Davis, o Korn traz ao todo em seus shows oito músicos, o suficiente pra gerar muito barulho e um som pesado, embora as vezes repetitivo.
Agitando muito em cima do palco e claramente se entregando por completo para aquele momento a banda executou os grandes sucessos da sua discografia tais como "Right Now", "A.D.I.D.A.S.”, "Hold On", "Falling Away From Me", "Coming Undone ", "Here to Stay", "Helmet in the Bush". "Faget" e "Freak on a Leash".
Com isso o Korn cumpriu seu dever de aquecer o público que aguardava, já com pouca paciência, a atração principal da noite.

Alguns minutos antes do show, já podíamos ouvir, através das caixas de som, a voz de Ozzy Osbourne, que vinha do backstage dizendo “I Can’t Hear You”, levando o público ao delírio, e o próprio Ozzy puxou o famoso corinho que rima com tudo “Olê, olê, olê, olê, Ozzeeee Ozeeee”.
E quando o telão foi acionado, uma seqüência de sátiras de filmes e seriados com o próprio Ozzy contracenando, em forma de montagens muito bem feitas, foi exibida mostrando o lado fanfarrão daquele senhor de 59 anos.
Dado o sinal verde, Ozzy e sua banda iniciaram um espetáculo esperado pelos paulistas desde 1995, sua última passagem pelo Brasil com uma música do seu mais recente álbum “Black Rain”, chamada “I Don’t Wanna Stop”.
Acompanhado da banda formada por Zakk Wylde (guitarra), Rob "Blasko" Nicholson (baixo), o ex-Faith No More Mike Bordin (bateria) e Adam Wakeman (filho de Rick Wakeman, nos teclados), Ozzy estava muito à vontade no território em que domina como poucos que é o palco, e tocou os principais clássicos de sua longa carreira (perdão pelo trocadilho), de 40 anos dedicados ao Heavy Metal, o que o tornou uma celebridade unânime por parte deste público.
Em seguida vieram as clássicas “Bark At The Moon” e “Suicide Solution” e a essa altura Ozzy já tinha pulado, dito que amava à todos, jogado baldes de água nas primeiras filas, mordido um morcego de plástico atirado pela galera e ainda baixado as calças e mostrado o traseiro, ações de praxe em seus shows e imperdoáveis se esquecidas, afinal, aquelas pessoas todas pagaram pra ver isso.
A quarta música foi “Mr. Crowley”, cantada por todos os presentes e uma das mais gravadas por centenas de celulares e câmeras espalhadas pelo estádio, seguida por mais uma do último disco “Not Going Away”, que trouxe um pouco de dificuldade para Ozzy Osbourne que chamou por diversas vezes a atenção da equipe técnica para o volume da guitarra, que estava muito baixo, e por conta disso, Ozzy recebeu a ajuda de Zakk Wylde para entrar no ritmo certo da canção.
Não podiam faltar também clássicos do repertório do Black Sabbath, e neste show tivemos “War Pigs”, “Iron Man” e “Paranoid”, que fechou a noite.
Outro destaque do show foi sem dúvida Zakk Wylde, conhecido por sua técnica na guitarra, ele deu o sangue na apresentação, isso após sofrer um corte na mão direita e deixar sua tradicional guitarra “Bull’s Eye”, preta em branca, com um forte tom de vermelho sangue, que pingava do seu ferimento durante um solo de mais de 5 minutos, que serviu também de intervalo para Ozzy Osbourne.
Um pouco mais tarde, entre uma música e outra, toda a platéia gritava por “No More Tears”, e foi atendida, numa execução fantástica e histórica, onde muita gente se emocionou e chegou ás lagrimas.
Antes de fechar o set normal com “I Don’t Wanna Change The World”, Ozzy fez um trato com a platéia dizendo que iam tocar mais uma, e dependendo do grau de loucura da platéia podiam tocar mais duas, três ou quatro músicas, e ensinou como pedir mais músicas para as bandas, que deveria se tornar um grito pra todos os shows inclusive, era “One More Song”, imagine um estádio lotado gritando isso, pois é, São Paulo ganhou a aprovação no nível “Extra-Extra Crazy” e “ganhou” um bis com “Mamma, I’m Coming Home” e a já citada “Paranoid”.

Conclusão, sem dúvidas foi um espetáculo promovido por um grande artista e uma banda que faz jus ao “patrão”, um show que ficará na memória de todos que foram e que é um tapa na cara daqueles críticos que citei no início do artigo.
Ozzy ainda continua a arrastar multidões e a fazer de seus shows um entretenimento divertido e com um repertório de clássicos que estão marcados na história do Rock definitivamente.
Nós do Rock Station desejamos longa vida à Ozzy Osbourne e à sua banda, e que ele possa cumprir a promessa feita no show, que é de voltar ao Brasil pra chutar nossas bundas novamente em mais um show sensacional.
Set list do show de Ozzy Osbourne: 1. "I don't wanna stop" 2. "Bark at the moon" 3. "Suicide solution" 4. "Mr. Crowley" 5. "Not going away" 6. "War pigs" 7. "Road to nowhere" 8. "Crazy train" 9. "Iron man" 10. "I don't know" 11. "No more tears" 12. "Here for you" 13. "I don't want to change the world" 14. "Mama, I'm coming home" 15. "Paranoid"
Agradecimentos:
Media Mania Assessoria de Imprensa, T4F (Time For Fun), Ouvintes do Programa Rock Station e a você que leu a mais esta resenha da coluna Rock Station aqui no JCR.NET.
Fotos: Daigo Lima (Globo.com) e Marcelo Pereira (Terra).
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