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Economia: Salário nominal e salário real Imprimir E-mail
07 de fevereiro de 2008
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Jorge Elias
Salário é a remuneração em dinheiro recebida pelo trabalhador pela venda de seu trabalho. 

Alguns economistas importantes como Marx, por exemplo, define salário como “o valor da força de trabalho que corresponde ao mínimo necessário à formação e preservação do trabalhador”.

Muitas pessoas não conseguem entender que se há inflação, isto é, aumento de preços dos produtos, o salário perde o “poder de compra” e tem o seu valor diminuído em termos reais. Vamos então entender essa questão, conceituando salário nominal e salário real.

Salário Nominal é o salário monetário, ou seja, a soma em dinheiro que o trabalhador recebe pelo seu trabalho realizado, normalmente, por hora, dia ou mês. Por exemplo, se você trabalha e recebe no final do mês uma quantia de R$100,00, este é o seu salário nominal. Com esse dinheiro você consegue comprar, diversos produtos para a sua sobrevivência, tais como arroz, feijão, café, passagem de ônibus, etc. Ocorre que no decorrer do tempo esses bens têm um preço diferente e geralmente cresce à medida que o tempo passa. O bem real é o mesmo, porém seu preço pode ser diferente.

Embora o salário nominal seja reajustado periodicamente (em geral a cada ano), o crescimento mais rápido dos preços dos bens resulta numa queda do poder aquisitivo, ou seja, do salário real.

Salário Real é o poder aquisitivo do salário nominal. Ou seja, salário real é quanto você consegue comprar em bens e serviços com o seu salário. Se os preços dos bens que citamos acima 5%, em um ano e você tiver um reajuste salarial de 4,5% no mesmo período, podemos dizer que seu salário real caiu em 0,5%, e, neste caso, você estará comprando menos e, muitas vezes sem perceber que isto está realmente ocorrendo. Neste caso, o custo de vida subiu mais que o seu salário. Um aumento de imposto também pode fazer cair o salário real.

Portanto, chegamos a conclusão que, quando os índices de inflação, que refletem os aumentos dos preços é mais elevado que o seu reajuste salarial, então há uma queda no salário real. Para melhor entendermos o raciocínio, o leitor deve observar a tabela abaixo, cujas colunas simulam salário nominal, o custo de vida e o salário real. 

ANO SALÁRIO NOMINAL CUSTO DE VIDA SALÁRIO REAL
2007 115 126 91,3
2006 100 108 92,6
 
Neste exemplo hipotético, constante na tabela acima, obtemos o salário real, dividindo o salário nominal pelo custo de vida e multiplicando o resultado por 100. Pelo exemplo da tabela o salário real diminuiu em 1,3% entre 2006 e 2007; isso porque o salário nominal aumentou menos que o custo de vida de 2006 para 2007.

Nesse sentido o salário real é o salário nominal deflacionado, isto é, eliminado o efeito da inflação sobre os preços. Desse modo temos grandezas diferentes em termos nominais e reais. Quando não eliminamos os efeitos do crescimento dos preços, teremos o salário nominal, e quando forem eliminados os índices inflacionários teremos salário real.

Muitos não percebem, ou percebem tarde demais, que a inflação está “corroendo” o seu poder aquisitivo. Não percebem que o salário nominal (monetário) permanecendo constante (sem aumento) e os preços subindo, o salário real está caindo. É por isso que os sindicatos representativos das classes trabalhadoras lutam por reajustes salariais, a fim de manter essa correspondência entre o salário nominal e seu poder aquisitivo, ou seja, o salário real. Resumo da ópera: Se o seu salário nominal aumentou menos do que a inflação medida pelo custo de vida, você teve, em termos reais, diminuição salarial e não aumento.

Prof. Jorge José Elias é Professor Universitário, Economista e Mestre em Administração

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